A gigante petroquímica brasileira Braskem, da qual a Petrobras é um dos principais acionistas, anunciou, nesta segunda-feira (24), que buscará reestruturar uma dívida de 10,9 bilhões de dólares (cerca de 56 bilhões de reais), após anos de problemas financeiros.

Em comunicado dirigido aos seus acionistas, a empresa informou que o seu Conselho de Administração aprovou um "pedido de recuperação extrajudicial" em comum acordo com os seus credores. 

A Braskem negou que este plano possa afetar "obrigações com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders", que "permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente". 

A sua filial no México, Braskem Idesa, uma empresa mista conjunta com o grupo mexicano Idesa, solicitou na semana passada beneficiar-se da proteção da Lei de Falências dos Estados Unidos ("Capítulo 11"), após ter chegado a um acordo de reestruturação de dívida com os seus credores.

A Braskem, com participação de 47% da Petrobras e 50% do fundo de investimento IG4 Capital, registrou prejuízos de quase 9,8 bilhões de reais no ano passado.

As dificuldades financeiras da Braskem foram ainda mais agravadas pelos pagamentos de indenizações aos moradores de Maceió (AL), que teve bairros inteiros devastados por deslizamentos de terra causados pela extração de sal-gema.

No ano passado, a empresa firmou um acordo para pagar indenizações substanciais às autoridades locais do estado de Alagoas, cuja capital é Maceió.

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