A Síria anunciou nesta sexta-feira (21) que pediu para ingressar na Associação Internacional contra a Impunidade pelo Uso de Armas Químicas, no aniversário de um ataque químico perpetrado em 2013 contra um subúrbio de Damasco.
Em um comunicado conjunto com a França, a Síria apresentou sua candidatura para integrar essa organização, que é patrocinada por Paris desde 2018.
A França celebrou a iniciativa como "uma clara demonstração do compromisso da Síria com o fortalecimento da responsabilização e da justiça e com a luta contra a impunidade", após mais de uma década de guerra civil.
Em agosto de 2013, o Exército sírio, sob ordens do então presidente Bashar al-Assad, foi acusado de utilizar armas químicas contra áreas dominadas pelos rebeldes.
Segundo os serviços de inteligência dos Estados Unidos e organizações de direitos humanos, mais de 1.400 homens, mulheres e crianças morreram em consequência do ataque.
No auge da guerra civil síria, o governo de Assad negou sua responsabilidade, mas concordou em entregar seu arsenal químico para evitar ataques americanos.
Assad permaneceu no poder por mais de uma década, até ser derrubado em 2024 por rebeldes de linha islamista, liderados pelo atual presidente Ahmed al-Sharaa.
Os sobreviventes dos ataques, incluindo médicos, arriscaram então suas vidas ao publicar dezenas de vídeos na internet e falar com jornalistas, entre eles repórteres da AFP, sobre o horror que haviam testemunhado.
As imagens mostravam dezenas de cadáveres, muitos deles crianças, estendidos no chão.
Outras cenas mostravam crianças inconscientes, pessoas com espuma na boca e médicos tentando ajudá-las a respirar.
As imagens provocaram indignação e condenação em todo o mundo.
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