Vinte e dois marinheiros indianos integram as tripulações de dois navios sequestrados nesta semana por homens armados no Golfo de Áden, perto da costa do Iêmen, informou nesta sexta-feira (21) o Ministério das Relações Exteriores da Índia.
O petroleiro Seamull, também conhecido como SIBU 1, que tem 16 marinheiros indianos a bordo, emitiu um sinal de socorro na quinta-feira no Golfo de Áden. Homens armados abordaram o navio e obrigaram a tripulação a mudar a rota em direção à Somália.
Na segunda-feira, o Lutuf, um cargueiro de bandeira camaronesa com seis indianos a bordo, foi sequestrado por oito homens armados. Os sequestradores lançaram o ataque a partir de um navio que haviam tomado em abril, o MV Sward.
"Dois navios de bandeira estrangeira estão envolvidos. Em um deles havia 16 cidadãos indianos, enquanto no outro havia seis", declarou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal.
"Estamos em contato com as autoridades. Todos parecem estar sãos e salvos", acrescentou Jaiswal, sem dar detalhes sobre tripulantes de outras nacionalidades.
Os Estados Unidos impuseram sanções ao Seamull em dezembro, por considerá-lo parte da "frota fantasma" iraniana acusada de exportar petróleo por meio de práticas enganosas de transporte marítimo.
A pirataria se alastrou sem controle perto da costa da Somália na década de 2000, em meio à pobreza e à revolta de comunidades pesqueiras locais, que tiveram seus estoques de peixes reduzidos pela atuação ilegal de embarcações estrangeiras de pesca de arrasto na região.
A pirataria atingiu seu auge em 2011, antes de ser contida por operações navais internacionais e pela adoção de novas medidas de segurança para a navegação mercante.
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