O grupo Hezbollah no Líbano afirmou, nesta sexta-feira (21), que as novas sanções anunciadas por Washington não vão dissuadi-lo de continuar suas ações de "resistência" contra Israel.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos modificou na quinta-feira a designação jurídica do Hezbollah para especificar que o grupo opera "a serviço do regime iraniano, sob o comando da Força Quds do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica".

Em 1997, Washington classificou o Hezbollah como "organização terrorista estrangeira" e, posteriormente, em 2001, como "organização terrorista internacional".

"Essa nova classificação especifica que o Hezbollah é um representante do Irã", que atua "com pouca ou nenhuma consideração pela soberania libanesa, pelo povo libanês ou pelo Estado libanês", declarou um funcionário do Departamento de Estado sob condição de anonimato.

As sanções anunciadas na quinta-feira atingem dez pessoas que integram uma rede encarregada de transferir recursos ao Hezbollah, que já foi alvo de várias rodadas de sanções americanas, segundo o Tesouro.

"Todas essas sanções e designações injustas não vão nos dissuadir de continuar no caminho da resistência e de fazer valer o direito do Líbano e dos libaneses de defender seu território, sua soberania e seus recursos", declarou o Hezbollah em comunicado.

O grupo, armado e financiado pelo Irã, insistiu que não "precisa que ninguém ateste sua identidade libanesa" e afirmou estar "orgulhoso" de sua "estreita relação" com o Irã.

Para o Hezbollah, os anúncios americanos constituem, entre outras coisas, uma forma de "atacar a resistência (...) e seus apoiadores (...) e exercer pressão sobre eles" para proteger Israel.

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