Doze países da Europa registraram neste ano casos de vírus do Nilo Ocidental contraídos localmente, informou nesta sexta-feira (21) a agência de saúde da UE, que instou o continente a reforçar seus esforços de controle. 

O vírus, transmitido por mosquitos, pode causar sintomas semelhantes aos da gripe, mas em casos extremos pode provocar tremores, febre, coma e até encefalite. Também pode causar meningite. 

Os países envolvidos são Albânia, Áustria, França, Alemanha, Grécia, Itália, Kosovo, Países Baixos, Macedônia do Norte, Romênia, Sérvia e Espanha, com infecções notificadas em 99 regiões, segundo o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC), com sede em Estocolmo. 

Itália e Grécia registraram o maior número de casos — 311 e 157, respectivamente —, enquanto 21 regiões da Europa notificaram seus primeiros casos. Em agosto de 2025, 67 regiões de nove países europeus haviam comunicado casos. 

"A expansão da transmissão do vírus do Nilo Ocidental, assim como a disseminação de espécies invasoras de mosquitos, demonstra por que a Europa precisa reforçar sua capacidade de controle de mosquitos", afirmou em comunicado Céline Gossner, responsável por doenças transmitidas por alimentos, água, vetores e zoonoses do ECDC. 

Segundo a OMS, não existem vacinas aprovadas para humanos nem tratamentos específicos contra o vírus. 

O cuidado se limita ao manejo dos sintomas e à oferta de tratamento hospitalar de suporte nos casos graves. 

Embora os mosquitos que transmitem o vírus do Nilo Ocidental (mosquitos Culex) já estejam amplamente presentes na Europa, o mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus), que pode transmitir os vírus da dengue e da chikungunya, está agora estabelecido em 16 países europeus, o dobro de 12 anos atrás, indicou o ECDC.

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