A cotação do bitcoin disparou nesta sexta-feira (21) pelo terceiro dia consecutivo, impulsionada pelo apoio de Donald Trump a um projeto de lei sobre criptomoedas nos Estados Unidos e pela decisão do Departamento do Tesouro de aumentar as compras de seus próprios títulos.
O bitcoin, a maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, subiu 6,9%, a 77.675,94 dólares (403.000 reais), depois de atingir o nível mais elevado desde maio, e acumula uma alta de mais de 20% desde quarta-feira (19).
Pelo terceiro dia consecutivo, a cotação do bitcoin avança mais de 5%.
A alta expressiva aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na quarta-feira aos congressistas que aprovem o 'Clarity Act', um projeto de lei sobre criptomoedas travado no Senado.
O bitcoin também foi favorecido pela oferta do Departamento do Tesouro americano de reduzir os custos de endividamento de longo prazo ao dobrar suas recompras de títulos soberanos, medida que levou os investidores a optarem por ativos de maior risco.
A intervenção aconteceu depois que o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos disparou a níveis que não eram registrados desde 2007, pouco antes da crise financeira global.
A perspectiva de rendimentos menores torna os investimentos mais seguros menos atraentes, o que contribui para impulsionar a demanda por ativos de maior risco, como as criptomoedas.
"O otimismo renovado em relação ao avanço das criptomoedas em Washington ajudou a acender o pavio do bitcoin", afirmou Bret Kenwell, analista da eToro, nos Estados Unidos.
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