A ONU anunciou nesta quinta-feira (20) a libertação de dois funcionários afegãos que haviam sido detidos em 9 de agosto pelos serviços de inteligência das autoridades talibãs do país.
Os dois funcionários da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) "parecem estar em bom estado de saúde" e "entendemos que as acusações contra eles foram retiradas", afirmou um porta-voz da missão.
A prisão ocorreu em Herat, no oeste do país, poucos dias antes do quinto aniversário do retorno dos talibãs ao poder, com a tomada de Cabul em 15 de agosto de 2021 e a fuga do presidente afegão apoiado por Washington.
Embora as Nações Unidas não reconheçam o governo talibã, a organização permaneceu no país com missões humanitárias e de monitoramento do respeito aos direitos humanos por meio de suas diferentes agências.
Desde o início de junho, a situação ficou especialmente tensa em Herat, onde dezenas de mulheres acusadas de não usar roupas que cubram totalmente o corpo foram detidas.
Na mesma província, cerca de 20 trabalhadores humanitários foram detidos temporariamente pela polícia da moral do Afeganistão, que considerou que suas barbas não eram longas o suficiente.
Os talibãs governam com base em uma interpretação ultrarrigorosa da lei islâmica, que exclui as mulheres de diversos setores, entre eles o ensino médio e universitário.
Por exemplo, elas não têm permissão para entrar nas instalações da ONU, mesmo que façam parte de seu quadro de funcionários.
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