A França registrou 1.243 mortes adicionais entre 3 e 22 de julho, em plena onda de calor, de modo que o balanço provisório de 2026 chegou a cerca de 7.300 óbitos, informaram as autoridades sanitárias nesta quarta-feira (19). 

A Europa Ocidental viveu o início de verão mais quente já registrado, com o período de junho-julho em nível recorde, com ondas de calor, seca generalizada e incêndios, alimentados pelas mudanças climáticas. 

A França metropolitana enfrentou 52 dias de onda de calor desde meados de junho. O episódio atual, iniciado no fim de julho, é o segundo mais duradouro, atrás apenas dos 23 dias registrados em julho de 1983. 

As 1.243 mortes adicionais entre 3 e 22 de julho "por todo tipo de causas", que ainda não podem ser atribuídas com segurança ao calor extremo, somam-se aos 5.764 óbitos adicionais registrados entre 17 e 30 de junho, segundo a agência Santé Publique France. 

A onda de junho foi, no entanto, mais intensa do que a de agosto de 2003, cujas 15 mil mortes chocaram a França. 

Quase três quartos das mortes em excesso em julho "correspondem a pessoas de 75 anos ou mais", embora elas tenham afetado "todos os grupos etários a partir dos 45 anos", detalhou o Ministério da Saúde. 

Embora os óbitos tenham aumentado em todos os locais, como hospitais e casas de repouso, a Santé Publique France destacou especialmente a alta em domicílios. 

Outras 300 mortes adicionais foram registradas entre 24 e 28 de maio, quando ocorreu um primeiro episódio de calor extremo, que, porém, não atende aos critérios da agência meteorológica Météo-France para ser considerado uma onda de calor. 

As autoridades preveem publicar um balanço final em outubro.

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