A imprensa estatal da Coreia do Norte criticou duramente nesta quarta-feira (19, data local) os exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que classificou como uma "ameaça", sem mencionar a ordem do presidente Donald Trump de reduzi-los.
No domingo, Trump surpreendeu seus aliados na região ao ordenar ao Pentágono que reduzisse "substancialmente" a participação de Washington nos exercícios, um dia antes de seu início.
Segundo Trump, os exercícios enviam um sinal "inapropriado e hostil" a Pyongyang.
Por sua vez, elogiou o líder norte-coreano, Kim Jong Un, enquanto criticou Seul por não apoiar sua guerra contra o Irã.
O Norte, que possui armas nucleares, há muito tempo rejeita os exercícios militares conjuntos, considerando-os ensaios para uma invasão.
Um comentário da agência estatal de notícias norte-coreana KCNA reiterou essa posição, afirmando que "os exercícios são a ameaça mais imediata e aberta" à Coreia do Norte e à "segurança regional".
"Exerceremos nosso direito à autodefesa para neutralizar a ameaça militar das forças hostis por meio de uma ação mais transparente", acrescentou o texto.
No entanto, não mencionou a ordem de Trump nem o desejo do presidente americano de retomar as conversas com Kim.
Trump insinuou na segunda-feira que manteve contatos com o líder norte-coreano, sem dar mais detalhes.
Os Estados Unidos mantêm cerca de 28.500 soldados posicionados na Coreia do Sul para reforçar as defesas do país, um legado da Guerra da Coreia de 1950-1953, que terminou em um armistício, e não em um tratado de paz.
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