Os efetivos do exército alemão atingiram seu nível mais alto em 13 anos, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (17), um sinal dos esforços de rearmamento de Berlim em resposta à ameaça russa, enquanto os objetivos da Otan forçam uma aceleração do recrutamento.
Em 31 de julho, a Bundeswehr contava com aproximadamente 186.700 militares, um aumento de 2% em relação ao ano anterior, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa.
O número de inscrições (+26% em relação ao ano anterior) e de novos recrutas (+12%) também atingiu "níveis recordes".
Somente em julho, o número de efetivos aumentou em 1.500 em comparação com junho.
Este mês costuma ser "particularmente favorável ao recrutamento" devido ao cronograma de ingresso de oficiais no exército, explicou o comunicado.
Até o final de 2026, o Ministério da Defesa, que prioriza o serviço voluntário em detrimento do serviço militar obrigatório, espera um "aumento contínuo no número de militares, independentemente das oscilações sazonais".
Essa tendência de alta reflete a transformação em curso no exército alemão, que esteve mal equipado e com efetivo reduzido durante décadas.
"Isso demonstra que a Bundeswehr é uma empregadora atraente e que as medidas tomadas estão produzindo resultados", afirma o Ministério.
No entanto, por ora, isso ainda é insuficiente para atingir as metas da Otan. Essas metas estipulam que a Alemanha deve ter 460.000 soldados até 2035, dos quais 260.000 seriam da ativa e 200.000 da reserva.
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