O filho do ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador disse na quinta-feira (13) que o governo dos Estados Unidos revogou seu visto para entrar no país sem "nenhuma razão".

Também político, Andrés Manuel López Beltrán qualificou a medida de "estilo hitleriano" em uma carta dirigida ao presidente Donald Trump e divulgada na rede social Instagram.

"Não me causa nenhum problema não visitar os Estados Unidos nestes tempos decadentes e lamentáveis de ódio, racismo, uso de drogas, desintegração familiar, inconformidade social e tristeza", escreveu.

López Beltrán foi até maio o número dois do partido governista Morena e será candidato a deputado federal pelo estado de Tabasco nas eleições intermediárias de 2027.

O filho do ex-mandatário acusou Marco Rubio, secretário de Estado americano, e seu subsecretário, Christopher Landau, de terem "ordenado" a retirada de seu visto sem que exista, segundo ele, qualquer prova para adotar a decisão.

"O senhor está a par do que estou expondo?", questiona López Beltrán a Trump, a quem recomenda inclusive destituir Rubio e Landau por estarem "cheios de ressentimentos e de atitudes sectárias".

López Beltrán não explica como foi informado da decisão de Washington. Ele afirmou que não há provas que o liguem a "algum ato imoral ou delituoso" e atribui a retirada do visto a uma "doentia fobia conservadora" contra o partido governista Morena, fundado por seu pai e que governa o México desde 2018.

O político de esquerda pede a Trump o início de uma "nova etapa" em que apoie "profissionais da política".

Segundo a imprensa mexicana, os Estados Unidos teriam revogado o visto de quase 50 políticos do governo, em particular por supostos vínculos com o crime organizado. Apenas algumas pessoas reconheceram publicamente a sanção.

A imprensa também informou que outro filho de López Obrador, José Ramón, vive em uma área exclusiva de Houston.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

jt-sem/meb/fp

compartilhe