A Venezuela concedeu nesta quinta-feira (13) licenças a três empresas internacionais para a exploração e produção de gás, ao retomar a assinatura de acordos iniciada com a abertura do setor de hidrocarbonetos promovida pelo governo interino.
A reforma da lei de hidrocarbonetos foi promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Nicolás Maduro em janeiro, em uma operação americana, e governa sob forte pressão de Washington.
Desde então, vários acordos foram assinados com empresas internacionais para a exploração, produção e exportação de petróleo e gás, mas, desde o terremoto duplo de 24 de junho, que deixou mais de 6.300 mortos, nenhum novo acordo havia sido anunciado.
Nesta quinta-feira, as autoridades anunciaram que assinaram acordos com a British Petroleum (BP), a empresa XRG, dos Emirados Árabes Unidos, e a UCC, sediada no Catar, para dar continuidade à fase 2 da exploração do campo de Lorán, que contém sete jazidas de gás natural, seis delas transfronteiriças com Trinidad e Tobago.
"Posso anunciar com satisfação ao país que, depois de 23 anos, finalmente conseguimos dar o impulso para a produção de gás neste extraordinário e gigantesco campo", disse Rodríguez em um evento transmitido pelo canal estatal VTV.
Meg O'Neill, diretora-executiva da BP América Latina, comemorou o acordo formal para o desenvolvimento da fase 2 no campo de Lorán.
"Queremos acelerar o desenvolvimento desse importante recurso de gás natural para o benefício do povo da Venezuela", afirmou O'Neill.
Em junho, o governo havia concedido uma licença à britânica Shell para a fase 1 de exploração nesse mesmo campo.
O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e também é rico em gás natural.
"Tenho um interesse especial no gás, para o desenvolvimento nacional, para impulsionar os processos industriais na Venezuela, a indústria petroquímica na Venezuela", disse Rodríguez.
"Mas também, como já disse, para que agora não sejamos apenas um país exportador de petróleo, mas também um país exportador de gás", acrescentou.
Com a abertura do setor de hidrocarbonetos, Washington começou a flexibilizar as sanções contra a Venezuela, dando maior facilidade para que empresas internacionais retornassem ao país.
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