A polícia do Chile iniciou, nesta quinta-feira (13), a transferência de 295 detentos de "alta periculosidade" de Santiago para a prisão mais moderna do país, em Talca, anunciou o governo do presidente de extrema direita, José Antonio Kast, no âmbito de sua campanha contra o crime organizado.

Entre os presos afetados pela chamada Operação Cancerbero, 37 membros de grupos criminosos serão enviados para instalações de segurança máxima sob um regime especial de vigilância, informou o Ministério da Justiça em um comunicado.

O presídio La Laguna, situado cerca de 300 km ao sul da capital, foi selecionado por "suas condições de segurança e capacidade para abrigar internos de alta complexidade", detalhou o ministério.

"Os líderes criminosos não vão transformar as prisões em seus escritórios, nem seguir dando ordens de uma cela", escreveu no X o ministro da Segurança, Martín Arrau. "A quem representa a maior ameaça, maior controle, mais vigilância e menos capacidade de operar. O Estado manda nas prisões, não os criminosos".

Kast assumiu o poder em março com o compromisso de implantar uma agenda de linha-dura contra a criminalidade no Chile.

O país, um dos mais seguros da América Latina, sofreu nos últimos anos um aumento dos homicídios e sequestros com a chegada de grupos criminosos estrangeiros, como o venezuelano Tren de Aragua.

Na semana passada, o presidente anunciou um pacote de reformas legislativas que inclui, entre outras medidas, a instauração de um regime penitenciário especial para os líderes de organizações criminosas ou terroristas.

Esta semana, Kast afirmou em entrevista para a T13 Radio que sua proposta contempla um esquema de "isolamento quase total" para membros destas quadrilhas.

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