Os preços do petróleo permaneceram estáveis dentro de uma faixa estreita nesta quarta-feira (12), em um mercado que acompanha os desdobramentos em torno do Estreito de Ormuz.
O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro avançou 0,08%, para US$ 88,98. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em setembro, também subiu 0,08%, para US$ 83,27.
As cotações "permaneceram praticamente inalteradas nesta quarta-feira, mantendo ao mesmo tempo os ganhos registrados nos últimos sete dias", resumiu David Morrison, analista da Trade Nation.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar em sua rede social Truth Social que o país tinha controle "total" do Estreito de Ormuz e que pretendia mantê-lo.
Na prática, essa passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo permanece sob controle do Irã, enquanto os Estados Unidos impõem, por sua vez, um bloqueio aos portos iranianos.
"A guerra de palavras entre Washington e Teerã não deixa nenhuma perspectiva clara para a reabertura do Estreito de Ormuz", avaliou Ole Hansen, analista do Saxo Bank.
Na terça-feira, o secretário de Energia americano, Chris Wright, afirmou no X que atualmente "cerca de 9 milhões de barris por dia" saem pelo estreito, uma estimativa muito superior à apresentada por diversos analistas.
Wright chegou a dizer que mais de 20 milhões de barris deixaram a região do Golfo no domingo, "um nível superior à média registrada antes do conflito".
A Agência Internacional de Energia (AIE) e, em menor medida, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziram nesta quarta suas previsões para a demanda mundial de petróleo em 2026.
Segundo a AIE, o mercado continua privado de cerca de 8,3 milhões de barris por dia da produção de petróleo do Golfo devido à crise de Ormuz.
Apenas uma "desescalada" permitiria "uma retomada gradual dos fluxos nos próximos meses", aliviando o mercado e possibilitando a recomposição dos estoques globais em 2027, indicou a agência.
A reserva estratégica dos Estados Unidos caiu pela primeira vez desde 1983 abaixo da marca simbólica de 300 milhões de barris, informou nesta quarta a Administração de Informação de Energia dos EUA.
Em seu relatório semanal, também destacou que as importações americanas de petróleo bruto atingiram o nível mais alto desde novembro de 2024, beneficiadas especialmente pelo aumento das entregas provenientes da Venezuela.
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