A Romênia vai interromper nesta quinta-feira (13) o funcionamento de sua única central nuclear, pela primeira vez desde a seca de 2003, já que a vazão do rio Danúbio, que contribui para seu resfriamento, caiu a um nível nunca antes registrado, anunciou o governo nesta quarta-feira (12).
Ondas de calor sem precedentes e a falta de chuvas em toda a Europa neste ano fizeram o nível do rio que atravessa o país baixar.
"A unidade 2 da central nuclear (NPP) de Cernavoda será desligada de maneira controlada a partir de amanhã, no contexto das atuais condições hidrológicas", anunciou o Ministério da Energia em um comunicado.
Fontes alternativas de energia, em particular a geração eólica, assim como as importações, deverão garantir o fornecimento de eletricidade, acrescentou o ministério, reiterando um apelo ao "consumo responsável".
No fim de julho, a atividade de um dos dois reatores nucleares dessa central já havia sido interrompida. A usina normalmente responde por um quinto da produção total de eletricidade do país.
Essa central também ficou parcialmente paralisada durante várias semanas em 2003, quando manteve apenas um reator em funcionamento.
A vizinha Hungria conseguiu, até agora, evitar a paralisação completa de sua central nuclear, que também é resfriada com as águas do Danúbio.
Como se espera que a vazão do rio continue diminuindo, o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, anunciou nesta quarta-feira que o governo ordenou a realização de importantes obras na central de Paks, no centro do país.
Paks, cuja produção de quatro reatores nucleares costuma atender a cerca de um terço das necessidades húngaras de eletricidade, está parcialmente paralisada desde o fim de julho.
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