O primeiro bombardeio aéreo contra guerrilheiros ordenado pelo novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, matou dois rebeldes em uma área próxima da fronteira com a Venezuela, confirmou na terça-feira uma fonte militar à AFP.

O ultradireitista De la Espriella assumiu o poder na sexta-feira passada com a promessa de intensificar os ataques aéreos contra grupos criminosos, com apoio de Israel e dos Estados Unidos, em meio à pior crise de violência da última década no país.

A ofensiva contra uma posição do Exército de Libertação Nacional (ELN) foi executada na noite de segunda-feira em uma zona rural da região do Catatumbo, no departamento de Norte de Santander (nordeste), informou o Ministério da Defesa em um comunicado.

A operação deixou pelo menos três civis feridos, entre eles uma mulher de 44 anos, em uma localidade do município de San Calixto, segundo a Defensoria do Povo.

Várias famílias tiveram que deixar suas casas, denunciou o órgão, que pediu às forças de segurança que "previnam impactos sobre a população civil".

O Ministério da Defesa afirmou que o bombardeio foi efetuado com "ênfase na proteção da população civil" e destruiu dois bunkers e cinco acampamentos guerrilheiros.

Tropas em terra apreenderam 1,5 tonelada de explosivos, incluindo mais de 400 granadas, e vários fuzis automáticos e munições.

De la Espriella, que substituiu no poder o esquerdista Gustavo Petro, prometeu interromper as infrutíferas negociações de paz de seu antecessor com os grupos armados e enfrentar "sem trégua o narcoterrorismo".

Em seu primeiro fim de semana como presidente, seis integrantes de grupos ilegais morreram nas primeiras operações militares em vários pontos do país.

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