Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (11) diante da perspectiva de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz, em meio às exigências incompatíveis apresentadas pelos Estados Unidos e pelo Irã para pôr fim ao conflito.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em outubro, avançou 1,36%, para US$ 88,91, depois de superar a barreira dos US$ 90 durante a sessão.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em setembro, subiu 1,30%, para US$ 83,20.
"A esperança de que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve está desaparecendo, já que os Estados Unidos endureceram sua posição ao impor ao Irã condições de negociação que bloqueiam qualquer acordo", explicou Elias Haddad, analista do Brown Brothers Harriman.
O presidente Donald Trump declarou na segunda-feira que os Estados Unidos exigirão "compensações" pelos ataques realizados pelo Irã que remontam a décadas atrás.
Essa exigência responde à demanda das autoridades iranianas, que condicionam qualquer acordo sobre o Estreito de Ormuz ao pagamento de reparações por parte dos Estados Unidos.
Teerã considera, além disso, que os Estados Unidos devem "pôr fim de maneira definitiva à guerra e à agressão" contra o Irã e seus aliados, inclusive no Iêmen e no Iraque, bem como suspender o bloqueio aos portos iranianos.
Quase um quinto dos hidrocarbonetos mundiais normalmente transita por essa estratégica passagem marítima.
No entanto, o petróleo mostrou sinais de hesitação durante a sessão quando "o ministro da Defesa do Paquistão declarou aos jornalistas que Estados Unidos e Irã estavam 'mais próximos de algum tipo de acordo'", comentou Neil Wilson, da Saxo UK.
"O padrão se repete várias vezes: um entusiasmo inicial quando as negociações parecem promissoras e, depois, esse otimismo desaparece com a mesma rapidez", quando nenhum avanço é constatado, afirmaram os analistas da empresa ING.
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