Um ex-marine dos Estados Unidos, que estava detido na Rússia, foi libertado por motivos humanitários, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira (11), ao descartar que tenha sido feita alguma concessão para conseguir sua saída.
"A libertação de (Robert) Gilman não faz parte de nenhum intercâmbio nem foi feita nenhuma concessão", declarou em um e-mail um porta-voz do Departamento de Estado.
Após o anúncio, o presidente americano, Donald Trump, disse que conseguiu sua libertação em conversas pessoais com seu par russo, Vladimir Putin.
"Após minhas conversas com o presidente Putin, a Rússia aceitou libertá-lo, em grande parte por razões humanitárias", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social.
Gilman tinha sido condenado em 2022 por um tribunal do sudoeste da Rússia a quatro anos e meio de prisão por "violência" contra um policial. Depois, sua sentença foi ampliada para dez anos por violência contra funcionários penitenciários.
Sua irmã, Lexie Hudson, se referiu a um agravamento de seu estado de saúde em mensagem recente na qual pediu sua libertação.
O Departamento de Estado assegurou que seguirá trabalhando para conseguir a liberdade "de todos os americanos presos injustamente na Rússia", incluindo Stephen Hubbard, um professor de inglês aposentado que foi condenado a quase nove anos de prisão em 2024 por "trabalho mercenário" na Ucrânia, uma acusação que ele nega.
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