A Associação Palestina de Futebol (PFA) anunciou nesta segunda-feira (10) a retomada de suas atividades no início de setembro, após uma interrupção de três anos por conta da guerra em Gaza.

O primeiro torneio da PFA será chamado de "Copa dos Mil Mártires", em homenagem aos 1.014 jogadores palestinos mortos durante o conflito, segundo dados da federação.

"Anunciamos que retomaremos nossas atividades esportivas e o campeonato a partir do próximo dia 4 de setembro", declarou o presidente da entidade, Jibril Rajoub, em entrevista em Ramallah.

A competição reunirá 226 clubes: 146 da Cisjordânia ocupada, 44 da Faixa de Gaza e 36 de campos de refugiados palestinos no Líbano.

A guerra que teve início após o ataque do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023 "criou condições difíceis para todos os palestinos, levando à suspensão de nossas competições e atividades", afirmou Rajoub.

"Mas nós não perdemos a nossa vontade nacional, nem a convicção de que o esporte segue sendo um símbolo de esperança e de vida", acrescentou.

O dirigente pediu à Fifa e outras federações apoio à PFA, que enfrenta sérias dificuldades financeiras, e proteção ao direito de jogadores, crianças e clubes de praticarem o esporte "livremente e com dignidade".

Em um comunicado recente, a federação palestina questionou a Fifa, ao perguntar se o órgão que rege o futebol mundial "ainda tem coragem de aplicar seu regulamento a todos de forma igual (...) sem ceder a pressões políticas".

Há anos, a PFA vem exigindo punições aos clubes israelenses sediados em assentamentos na Cisjordânia e a suspensão da filiação de Israel à Fifa.

"Não exigimos privilégios. Reivindicamos direitos legítimos garantidos pelas leis e estatutos esportivos", destacou Rajoub.

O dirigente também anunciou que a seleção da Palestina vai disputar um amistoso contra a China em setembro, como preparação para a Copa da Ásia, que começa na Arábia Saudita em janeiro.

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