Seis integrantes de grupos ilegais morreram no domingo (9) nos primeiros combates militares do novo governo da Colômbia, anunciou o presidente Abelardo de la Espriella.

O presidente de extrema direita assumiu o poder na sexta-feira com a promessa de combater com linha dura os grupos criminosos que lucram com o narcotráfico, em meio à pior crise de violência no país na última década.

As ofensivas aconteceram em dois pontos da Colômbia. Em uma zona rural amazônica do departamento de Meta, o Exército matou quatro rebeldes de uma estrutura dissidente das Farc liderada por Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado da Colômbia, que se distanciou do histórico acordo de paz de 2016.

"Foi obtida a morte, no desenvolvimento de operações militares, do indivíduo conhecido como Russo ou Alemão", principal líder na região, afirmou De la Espriella, ao lado de militares e policiais, na noite de domingo.

As Forças Militares também mataram, em uma área remota do departamento de Antioquia (noroeste), dois integrantes do Clã do Golfo, o principal cartel do narcotráfico do país, anunciou o presidente.

As primeiras manobras militares são "uma mensagem clara e contundente para todos os bandidos", afirmou o mandatário. "Não há lugar em que possam se esconder", advertiu. 

Durante o fim de semana, várias ações dos guerrilheiros foram registradas em diferentes pontos do país.

Em uma região produtora de coca do departamento de Cauca (sudoeste), confrontos foram registrados entre o Exército e rebeldes de Mordisco, mas não foram relatadas vítimas.

O grupo de Mordisco também atacou, com armas de fogo e drones carregados com explosivos, o prédio da prefeitura de Rioblanco, um município rural marcado pela mineração ilegal de ouro no departamento de Tolima (oeste), informou o Exército, que respondeu com tiros. Não foram registradas mortes ou pessoas feridas, segundo as autoridades.

Entre sexta-feira e sábado, 11 departamentos do país sofreram ataques armados de grupos ilegais, informou a Defensoria do Povo em um comunicado.

De la Espriella, que sucedeu o esquerdista Gustavo Petro, prometeu interromper as negociações de paz de seu antecessor com os grupos armados e intensificar os bombardeios e operações militares com apoio de Israel e dos Estados Unidos.

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vd/jm/fp

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