As autoridades equatorianas encontraram oito corpos desmembrados em duas valas comuns em uma mina ilegal de ouro no sul do país, que permanece em estado de exceção, informou a polícia no domingo (9).

Apesar da linha dura do governo do presidente Daniel Noboa contra o crime organizado, a violência armada não dá trégua no Equador, onde as facções criminosas disputam o controle das rotas de tráfico internacional de cocaína e as áreas de mineração ilegal.

A descoberta dos corpos ocorreu no município de Pucará, na província andina de Azuay, dominada por um grupo criminoso conhecido como Los Lobos. As operações de mineração irregular de ouro e cobre na região aumentaram nos últimos anos.

Os corpos "estavam enterrados a mais ou menos dois metros de profundidade", tinham as mãos amarradas e "lesões como desmembramento e decapitação" que coincidem com as características de um facão, disse o chefe da polícia judiciária da região, coronel Pablo Inga. Ele confirmou que a mina não tinha licença de operação.

Segundo as análises preliminares, os corpos estavam enterrados há dois dias. As identidades ainda não foram confirmadas. 

A polícia chegou à área de difícil acesso após receber relatos de tiros. Vários moradores disseram às autoridades que seus parentes estavam desaparecidos.

O Equador é um dos países mais violentos da região, com uma taxa próxima de 51 homicídios para cada 100.000 habitantes em 2025.

Azuay é uma das dez províncias que, desde junho, foram declaradas em estado de exceção devido ao aumento da violência armada. A medida permite ao governo mobilizar militares nas ruas, o que gerou denúncias de organizações de direitos humanos sobre excessos das forças de segurança.

Desde que assumiu o poder em 2023, Noboa recorre com frequência aos estados de exceção para combater as facções criminosas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

vd/jm/fp

compartilhe