O órgão de fiscalização nuclear da ONU alertou nesta quinta-feira (6) para o número crescente de interrupções no fornecimento externo de energia à usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia na Ucrânia, enquanto a guerra continua.

A usina - localizada perto da linha de frente do conflito - tem sofrido repetidos cortes de energia, com geradores a diesel de emergência fornecendo eletricidade para funções essenciais de resfriamento.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, a usina perdeu o acesso ao fornecimento externo de energia em 24 ocasiões - metade delas nos últimos quatro meses -, informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A interrupção mais recente ocorreu na terça-feira e, por enquanto, sua causa é desconhecida, acrescentou o órgão.

"Essa tendência, com o número crescente de interrupções no fornecimento externo de energia (...) é profundamente preocupante e claramente insustentável", afirmou em comunicado o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.

A equipe da usina também continua relatando que "ouve atividade militar, incluindo explosões, várias vezes ao dia, frequentemente a distâncias próximas da instalação", acrescentou a AIEA, reiterando seu apelo para que seja exercida "a máxima contenção militar".

Os combates têm afetado repetidamente as usinas nucleares da Ucrânia, incluindo Zaporizhzhia, a maior da Europa, ocupada pelas forças russas desde março de 2022.

Os seis reatores de Zaporizhzhia estão desligados desde a ocupação. No entanto, a instalação ainda precisa de eletricidade para manter seus sistemas de resfriamento e de segurança.

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