Colonos argentinos atacaram uma aldeia palestina no sul da Cisjordânia, onde agrediram vários moradores e destruíram casas, no mais recente incidente desse tipo registrado no território ocupado, relataram moradores e o Exército israelense nesta quinta-feira (6).
Jornalistas da AFP relataram prédios tomados pelo fogo e pela fumaça, três residências completamente devastadas pelas chamas e grafites em hebraico nas estruturas que permaneciam de pé na localidade de Khirbet al-Tuba.
Também foram destruídos os painéis solares que forneciam eletricidade a esta comunidade de cerca de 100 pessoas.
Radwane Abu Jundi, cuja casa foi incendiada, contou à AFP que cerca de 40 colonos atacaram a aldeia e que sua esposa e sua filha ficaram feridas.
"Os colonos começaram a atirar pedras. Depois, começaram a borrifar uma substância e a incendiar o quarto", disse.
Segundo os moradores, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas no ataque, ocorrido na noite de quarta-feira.
O Exército israelense, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, confirmou que houve vários feridos e casas incendiadas em um ataque perpetrado por "civis israelenses" e afirmou que "condena energicamente" o ocorrido.
Khirbet al-Tuba está localizada na região de Masafer Yatta, onde comunidades de pastores denunciam frequentemente a violência dos colonos e as destruições de casas por parte do Exército.
As forças israelenses anunciaram que iniciarão uma investigação. No entanto, palestinos e organizações de direitos humanos afirmam que este tipo de apuração raramente resulta em processos judiciais e denunciam que os colonos violentos agem com impunidade.
A violência na Cisjordânia se intensificou desde o ataque do movimento islamista palestino Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Atualmente, cerca de 500.000 israelenses vivem em colônias na Cisjordânia, consideradas ilegais pela comunidade internacional, ao lado de cerca de três milhões de palestinos.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
vid-if-lba/anb/meb/pc/yr/mvv