A Uefa anunciou nesta quinta-feira (6) que seu boicote às competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, continua em vigor, apesar de o plano de abrir a entidade máxima do futebol a investidores privados externos já ter sido abandonado.

"As federações-membro da Uefa foram muito claras sobre as condições vinculadas à sua não participação nas competições da Fifa", detalha a confederação europeia em comunicado enviado à AFP.

Além da retirada do projeto da Fifa, uma exigência já atendida, a Uefa pede "garantias de que tais eventos de desfigurar o futebol dessa forma nunca mais voltem a acontecer".

"Estas condições não foram cumpridas", considera a Uefa, que reafirma ter "perdido a confiança na presidência de Gianni Infantino".

No dia anterior, após uma reunião de emergência de seus altos dirigentes no Marrocos, a cúpula da Fifa reconheceu "erros" e pediu "desculpas" em relação ao seu plano frustrado de criar uma sociedade comercial aberta a investidores externos.

Ao mesmo tempo, a entidade que rege o futebol mundial expressou "apoio total" a Infantino, o "único líder eleito pelas 211 associações-membro da Fifa".

"A declaração de ontem, vinda de algumas pessoas empregadas pelo presidente da Fifa (e cujas carreiras dependem de seus favores) que afirmam de acordo com ele, não muda nada", rebateu a Uefa.

Infantino, o único candidato declarado às eleições de março de 2027, está no olho do furacão desde a semana passada, quando anunciou seu projeto, uma iniciativa que pegou todos de surpresa.

A proposta enfrentou ampla rejeição e acabou sendo retirada dias depois, diante de uma oposição vigorosa da Uefa e também da Concacaf.

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