O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (2) que o país está perto de chegar a um acordo com Omã sobre uma nova rota de trânsito para os navios no Estreito de Ormuz.
"Estamos prestes a chegar a um acordo sobre uma rota aceitável para ambas as partes — nem a rota do norte nem a do sul —, respeitando os direitos soberanos de cada país e garantindo nossos interesses nacionais e nossa segurança", declarou o porta-voz Esmaeil Baqaei em entrevista à televisão estatal, sem dar detalhes.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã mantém o controle de fato dessa estratégica via navegável, por onde antes passava cerca de 20% do consumo mundial de petróleo.
Horas antes, a agência estatal Irna, citando o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, informou que as negociações com Omã, o outro país banhado pelo estreito, "estavam avançando bem" e "se encontravam em suas fases finais".
Omã não fez declarações sobre o assunto.
Segundo Baqaei, "um acordo entre Irã e Omã sobre uma nova rota não tem nada a ver com o fato de o Estreito de Ormuz ser reaberto ou permanecer fechado".
Teerã atribui aos Estados Unidos a responsabilidade pelo fechamento.
"O estreito foi fechado devido ao descumprimento, por parte dos Estados Unidos, de seus compromissos, ao bloqueio naval imposto ao Irã e a todas as medidas hostis que os Estados Unidos adotaram contra a República Islâmica" durante esse período, afirmou.
Os dois países assinaram um acordo em meados de junho que pôs fim a meses de hostilidades, mas ele foi rompido depois que ambos passaram a acusar um ao outro de violá-lo.
Isso levou a bombardeios americanos contra o Irã e a ataques de retaliação de Teerã contra vários países do Oriente Médio.
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