Venezuela e República Dominicana concordaram com "processo de normalização gradual" de suas relações diplomáticas e consulares, após uma ruptura de dois anos motivada pelos questionamentos de Santo Domingo à reeleição do agora deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Em fevereiro, Caracas e Santo Domingo estabeleceram a retomada dos serviços consulares e o retorno da conexão aérea, em meio à reabertura internacional impulsionada pelo governo interino de Delcy Rodríguez após a queda de Maduro em uma operação militar americana em janeiro.

Como resultado de um "diálogo contínuo", os países "concordaram em iniciar um processo de normalização gradual de suas relações diplomáticas e consulares, sustentado com um mapa do caminho que será desenvolvido de comum acordo", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela em um comunicado.

"A decisão responde ao interesse compartilhado de fortalecer os canais institucionais de comunicação, em benefício dos nacionais dos dois países e dos vínculos históricos de amizade que unem Venezuela e República Dominicana", acrescentou.

A Venezuela rompeu as relações com a República Dominicana em 2024, após questionamentos à reeleição de Maduro para um terceiro mandato, que a oposição classificou como fraudulenta.

Desde a captura do mandatário de esquerda em 3 de janeiro, Washington mantém forte pressão sobre o governo interino de Rodríguez.

O presidente dominicano, Luis Abinader, é aliado do americano Donald Trump e, em novembro, permitiu que os Estados Unidos utilizassem seu principal aeroporto e uma base aérea para operações logísticas como parte da pressão contra Caracas.

Nas últimas duas semanas, a Venezuela anunciou planos com Peru e Chile para retomar as relações diplomáticas, também rompidas em 2024 sob o governo de Maduro.

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