A região oeste de Cuba, onde ficam Havana e quatro das 15 províncias da ilha, ficou às escuras na noite deste sábado (1º) devido a uma falha na rede elétrica, anunciou a empresa estatal de energia.
A União Elétrica de Cuba (UNE) informou na rede X que, às 18h07 locais (19h07 de Brasília), ocorreu um "desligamento parcial do SEN (Sistema Elétrico Nacional)" devido a uma avaria na rede, afetando o oeste do país, incluindo a capital.
Atingido por uma grave crise econômica nos últimos cinco anos, o país sofre regularmente apagões generalizados ou parciais devido à infraestrutura obsoleta e à escassez de combustível.
Nas últimas semanas, os apagões ultrapassaram 30 horas consecutivas em Havana, enquanto no interior do país podem se prolongar por vários dias.
Desde o início do ano, a ilha, com 9,4 milhões de habitantes, registrou cinco apagões generalizados, três deles em julho e em um intervalo inferior a dez dias. Desde o fim de 2024, o total de apagões em larga escala chega a dez.
Os apagões se agravaram desde janeiro, quando Washington impôs a Cuba um bloqueio ao petróleo que dificulta o abastecimento de combustível para as usinas elétricas e para os geradores de emergência, que normalmente funcionam com diesel importado.
Sem reservas de combustível, a ilha não consegue colocá-los em funcionamento.
Segundo o governo cubano, nos últimos sete meses, Washington permitiu apenas a chegada de um navio-tanque russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto, o que agravou a crise energética.
As sete usinas termelétricas que constituem a base do sistema elétrico cubano, com mais de 40 anos de operação, sofrem avarias constantes ou precisam ser desligadas para manutenção.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adota uma política de máxima pressão sobre a ilha e ameaçou assumir seu controle, por considerar que Cuba representa uma "ameaça extraordinária" à segurança de seu país.
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