Os bombardeios israelenses em Gaza mataram duas pessoas neste sábado (1) e provocaram graves danos em alguns depósitos de material médico de um hospital, informaram instituições de saúde e autoridades locais.

O Exército israelense afirmou que "desmantelou cinco depósitos de armas do Hamas na Faixa de Gaza" durante a noite de sexta-feira.

Os ataques aconteceram após o anúncio de um acordo para acabar com a guerra, divulgado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e posteriormente pelo grupo palestino islamista Hamas, mas que Israel ainda não confirmou oficialmente.

O acordo prevê a suspensão das operações militares e uma retirada progressiva do Exército israelense em troca do desarmamento do movimento islamista.

Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas após um ataque na Cidade de Gaza, segundo o hospital Al Shifa, que atendeu as vítimas. O Exército israelense, procurado pela AFP, mencionou um ataque direcionado contra "um terrorista do Hamas" na região.

Em Deir al Balah, no centro de Gaza, outro ataque matou uma pessoa, segundo o hospital Al Aqsa, que recebeu o corpo. Também neste caso, o Exército israelense afirmou que atacou um membro do Hamas.

Segundo a Defesa Civil do território, um terceiro ataque teve como alvo um depósito de material médico do hospital Al Aqsa, o que provocou danos consideráveis, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas.

O Exército israelense afirmou que atacou um edifício em que "terroristas do Hamas" armazenavam suas armas.

Pelo menos 1.222 palestinos morreram em Gaza desde outubro, quando entrou em vigor um cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

As restrições impostas à imprensa e o acesso limitado à Faixa de Gaza impedem a AFP de verificar de maneira independente os balanços de vítimas.

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