A República Democrática do Congo (RDC) registrou mais de 3.500 casos de ebola em apenas alguns meses, mais do que durante a epidemia mortal entre 2018 e 2020, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelas autoridades congolesas. 

O epicentro do surto de ebola é Ituri, uma província no nordeste do país, na fronteira com o Sudão do Sul e Uganda, que concentra quase 90% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

O vírus também está presente em outras quatro províncias, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul, cujas capitais e partes do território são controladas pelo grupo armado antigovernamental M23, apoiado por Ruanda. 

O ebola, transmitido pelo contato com fluidos corporais e que causa febre hemorrágica, matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos. 

A epidemia de ebola mais mortal na RDC matou quase 2.300 pessoas, de um total de 3.500 casos registrados entre 2018 e 2020. 

Até sexta-feira, 3.532 casos de ebola haviam sido confirmados em cinco províncias do país, dos quais 1.556 foram fatais, informaram as autoridades congolesas.

A décima sétima epidemia, declarada em 15 de maio, é causada pela variante Bundibugyo, para a qual não existe vacina ou tratamento. 

Uma vacina, considerada "promissora" pela OMS, será desenvolvida pelos Laboratórios Hilleman, com sede em Singapura.

Na semana passada, um voluntário recebeu a primeira dose de outra vacina contra a Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. 

Uganda declarou o fim da epidemia de ebola no país na terça-feira, mas o risco permanece, segundo a OMS.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

clt/mba/erl/ahg/aa

compartilhe