O representante comercial da China manifestou, nesta quinta-feira (30), aos Estados Unidos a "profunda preocupação" gerada pelas últimas restrições comerciais de Washington, informou a imprensa estatal.

A China e os Estados Unidos passaram grande parte do ano passado envolvidos em uma guerra comercial, mas chegaram a uma trégua quando o presidente americano, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, se reuniram em outubro passado. 

No entanto, os Estados Unidos anunciaram na semana passada novas tarifas contra a China e 59 outros países por supostas preocupações relacionadas com o trabalho forçado. 

Na quarta-feira, a China acusou os Estados Unidos de querer esmagar as empresas chinesas depois que Washington proibiu as importações de robôs humanoides e modelos quadrúpedes fabricados no exterior. 

Em uma videochamada entre o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, nesta quinta-feira, "a China expressou profunda preocupação com as últimas restrições econômicas e comerciais", informou a agência de notícias estatal Xinhua.

A agência descreveu a conversa como "franca, profunda e construtiva" e informou que as autoridades discutiram "a manutenção das relações econômicas e comerciais estáveis (...) e como abordar adequadamente as preocupações mútuas na próxima fase".

Durante sua viagem a Pequim em maio, Trump convidou Xi para visitar os Estados Unidos em setembro, mas essa visita ainda não foi confirmada.

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