O movimento islamista palestino Hamas avança em direção a um acordo que inclui o desmantelamento de seu arsenal, afirmou nesta quinta-feira (30) à AFP uma fonte diplomática próxima das negociações em curso com mediadores no Cairo.
No entanto, uma fonte do Hamas assegurou que ainda estão em processo de introduzir emendas à proposta em discussão.
A questão do desarmamento do Hamas tem sido um dos principais obstáculos para o avanço do acordo de cessar-fogo que está em vigor entre Israel e o grupo em Gaza desde outubro.
Segundo o plano de paz de 20 pontos para Gaza, lançado pelo presidente americano Donald Trump, a segunda fase do cessar-fogo deveria envolver o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual das forças israelenses do território.
O plano também prevê que um grupo de tecnocratas palestinos, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), assuma a gestão cotidiana durante a fase de transição de Gaza para o pós-guerra.
"Seguimos avançando no roteiro de implementação, que oferece um caminho equilibrado e pragmático, com todas as armas desmanteladas e uma transição gradual de responsabilidades para entregar a autoridade plena ao governo tecnocrático", disse uma fonte diplomática à AFP.
O roteiro de implementação criaria "um processo para a eliminação de todos os túneis, depósitos de armas e qualquer instalação de produção de armamento", indicou a fonte.
No entanto, uma fonte do Hamas familiarizada com as conversas disse à AFP que o movimento "está à espera da resposta israelense às emendas que apresentamos recentemente aos mediadores".
A fonte indicou que as emendas se referiam a dois artigos do roteiro de implementação discutido. Quanto ao artigo relativo às armas, a fonte do Hamas apontou que "alguns pontos foram retirados e alternativas foram propostas".
"Existe um amplo entendimento sobre a definição de armas pesadas, e foi elaborada uma fórmula que enfatiza o conceito de restringir e armazenar as armas pesadas, desmobilizar os grupos armados e uma retirada simultânea de Israel", acrescentou a fonte do Hamas.
Apesar do cessar-fogo, a violência continua em Gaza, onde bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, entre elas duas crianças, nesta quinta-feira, segundo autoridades de saúde.
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