O número de japoneses vivendo em seu país caiu para menos de 120 milhões pela primeira vez em 42 anos, segundo dados governamentais divulgados na quarta-feira (29), no momento em que o Japão enfrenta uma baixa taxa de natalidade e o envelhecimento da população.

Em 1º de janeiro, a população de japoneses residindo no Japão era de 119,74 milhões, 0,76% a menos do que no ano anterior, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.

Segundo a pesquisa, a população de residentes japoneses está diminuindo há 17 anos consecutivos, após atingir seu pico em 2009. 

Por outro lado, o número de estrangeiros que vivem no país atingiu seu maior nível desde o início dos registros em 2013, segundo o ministério. Incluindo esse grupo, a população total é de 123,8 milhões. 

Com uma idade média de 49,9 anos, o Japão tem a segunda população mais idosa do mundo, atrás apenas de Mônaco, de acordo com o Banco Mundial.

Dados de junho mostraram que a taxa de fertilidade desta nação voltou a cair no ano passado, atingindo um novo recorde mínimo e ressaltando a crise demográfica na quarta maior economia do mundo. 

Esta crise de desenvolvimento lento causa escassez de mão de obra, um aumento vertiginoso dos gastos com previdência social e uma redução de contribuintes.

Dados do governo mostraram que a taxa de fertilidade total — o número médio de filhos que se espera que uma mulher tenha ao longo da vida — caiu 0,01 em relação ao ano anterior, para 1,14, no décimo ano consecutivo de queda.

O número de bebês nascidos no país diminuiu em quase 15.000, para pouco mais de 670.000, o menor nível desde o início dos registros, em 1899.

Uma dose de esperança surgiu neste mês com a notícia de que 265 casais se casaram graças a um aplicativo de namoro com inteligência artificial (IA) lançado pelo governo de Tóquio. 

O TOKYO Enmusubi foi lançado em setembro de 2024, depois que uma pesquisa constatou que cerca de 70% das pessoas interessadas em casamento não estavam ativamente buscando parceiros.

Para garantir que apenas pessoas interessadas em casar se inscrevessem, quem fazia cadastro precisava comprovar que era legalmente solteiro e passar por uma entrevista online, entre outras condições. 

Em 30 de junho, o aplicativo tinha 16.000 membros registrados e 760 casais em "relacionamentos sérios", de acordo com dados do governo divulgados neste mês.

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