O ano de 2025 foi o "mais mortal" em mais de 30 anos em termos de ataques antissemitas, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (29) pela Liga Antidifamação (ADL), entidade de combate ao antissemitismo. 

O documento analisou incidentes na Argentina, Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França e Reino Unido, onde vive mais de 90% da população judaica fora de Israel. 

Vinte pessoas foram assassinadas em 2025 em ataques antissemitas na Austrália, nos Estados Unidos e no Reino Unido, aponta o relatório. 

Isso o torna "o ano mais mortal para ataques antissemitas na diáspora" desde o atentado a bomba de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, que deixou 85 mortos. 

Em dezembro de 2025, 15 pessoas foram assassinadas em um ataque antissemita durante uma celebração de Hanucá na praia australiana de Bondi. 

Em outubro, duas pessoas morreram em um ataque contra uma sinagoga lotada durante a festa judaica de Yom Kipur na cidade inglesa de Manchester. 

Outros dois ataques nos Estados Unidos deixaram três mortos. 

"O antissemitismo em nossos sete países já não é um pico; é o nosso novo normal", afirma o relatório. 

"Os governos precisam parar de reagir apenas depois que os judeus são atacados e começar a agir antes, com financiamento real para segurança, leis mais rígidas e plataformas de redes sociais que apliquem suas próprias regras", acrescenta. 

O relatório registrou mais de 23.000 incidentes antissemitas nos sete países em 2025, em comparação com 9.800 documentados em 2022, o ano anterior ao ataque do Hamas contra Israel que desencadeou a guerra em Gaza. 

Entre 2022 e 2025, os incidentes antissemitas aumentaram 136%, e os incidentes violentos cresceram 97%, segundo o documento.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

bur-lkd/ami/mas/dbh/jc/fp

compartilhe