Os Estados Unidos destinarão 600 milhões de dólares à organização global de vacinas Gavi, afirmou nesta terça-feira (28) a senadora republicana Susan Collins, em uma restituição de recursos que ocorre depois que o governo do presidente Donald Trump retirou esse financiamento no início de seu mandato.

A organização é financiada por doações de entidades privadas e de governos para ajudar países em desenvolvimento a adquirir vacinas contra doenças críticas a preços mais acessíveis.

"É uma boa notícia que, após nossos recentes esforços, o Departamento de Estado tenha se comprometido a desembolsar a totalidade dos 600 milhões de dólares [R$ 3 bilhões] destinados à Gavi", declarou Collins, presidente da Comissão de Orçamento do Senado, em comunicado.

No ano passado, os Estados Unidos retiraram seu apoio. Seu secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., um conhecido cético em relação às vacinas, afirmou, sem apresentar provas, que havia preocupações sobre a segurança dos imunizantes.

No início deste ano, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Washington "voltaria a se comprometer" com a Gavi.

"Somos gratos aos Estados Unidos por sua intenção de conceder financiamento à Gavi", disse à AFP um porta-voz da organização.

Criada no ano 2000, a organização afirma que ajuda a vacinar mais da metade das crianças em todo o mundo contra doenças infecciosas, entre elas covid-19, ebola, malária, poliomielite, cólera, tuberculose e febres tifoide e amarela.

O renovado compromisso dos Estados Unidos ocorre no momento em que a República Democrática do Congo enfrenta um novo surto de ebola, causado pela cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento.

A Gavi havia anunciado anteriormente que disponibilizaria até 50 milhões de dólares (R$ 256 milhões) para os esforços de desenvolvimento de uma vacina contra essa cepa.

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