A reforma constitucional que busca excluir a oposição das eleições na Nicarágua também propõe estender o mandato presidencial de seis para sete anos, anunciou a Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28), após receber o projeto de lei do presidente Daniel Ortega. 

A Assembleia, controlada pelo governo, planeja aprovar as leis solicitadas por Ortega no início de setembro para impedir que "traidores" e "golpistas" a serviço dos Estados Unidos — termos que ele frequentemente usa para se referir a seus adversários — participem das eleições. 

"Nosso sistema de Estado e governo do povo presidente propõe-se a ser estruturado com um mandato efetivo de sete anos renováveis", disse o presidente do Congresso, Gustavo Porras, ao ler a introdução da proposta. 

O texto ainda não foi divulgado na íntegra. 

A extensão do mandato "garante estabilidade na visão, nas operações e na continuidade, atendendo às necessidades urgentes com toda a energia e clareza", acrescentou Porras. 

A copresidente e esposa de Ortega, Rosario Murillo, explicou na segunda-feira que o plano de reforma foi compartilhado com o corpo diplomático e que, antes de sua aprovação, também haverá "consultas" com vários setores da sociedade nicaraguense.

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