A Boeing informou nesta terça-feira (28) perdas maiores que o esperado no último trimestre devido a 280 milhões de dólares (1,42 bilhão de reais) em custos adicionais para equipar dois aviões presidenciais dos Estados Unidos, mas destacou que o crescimento generalizado de suas receitas vem avançando após vários anos difíceis.
O gigante aeroespacial registrou um aumento de 8% em seu faturamento, a 24,6 bilhões de dólares (125 bilhões de reais), graças a um incremento nas entregas de aviões comerciais e a um maior volume de negócios em defesa, espaço e segurança.
A Boeing ainda assim reportou um prejuízo de 428 milhões de dólares (2,18 bilhões de reais) no segundo trimestre, menor do que no mesmo período do ano anterior, mas superior ao previsto pelos analistas.
Os resultados incluíram 280 milhões de dólares (1,42 bilhão de reais) em perdas no programa VC-25B para o avião presidencial Air Force One, que vem sendo afetado por atrasos e custos adicionais.
Os gastos mais recentes com o Air Force One correspondem a custos extras em "produção e certificação", afirmou a Boeing em seu balanço de resultados.
O contrato original de 2018 previa a modificação e o equipamento de dois aviões 747-8 para uso presidencial.
O contrato estabelecia a entrega inicial de um Air Force One para o fim de 2024. O cronograma atual prevê entregas para meados de 2028 e meados de 2029.
A Boeing descreveu os esforços de certificação de seus novos aviões 737 MAX e 777 como bem encaminhados junto aos órgãos reguladores aeronáuticos dos Estados Unidos.
O primeiro desses modelos – o 737 MAX 7 – encontra-se na "fase final" do processo.
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