Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (27), o início de uma revisão de sua presença militar na Europa, após o anúncio feito pelo secretário de Defesa em junho durante a reunião de ministros da Defesa da Otan.
Como disse o secretário Pete Hegseth, "neste momento, esta será uma verdadeira revisão, concebida para garantir que a Otan avance de forma rápida e irreversível rumo à Europa assumir a responsabilidade principal por sua defesa convencional", escreveu no X o subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby.
"O resultado desta revisão será uma aceleração da transição da Otan para uma aliança mais forte, equitativa e sustentável", acrescentou Colby.
O presidente Donald Trump, em várias ocasiões, atacou seus aliados europeus por sua resposta à guerra no Irã, incluindo sua recusa, no início do conflito, em permitir que as forças americanas utilizassem bases europeias.
Hegseth também ameaçou reduzir os gastos de Washington com a Aliança Atlântica, a menos que os aliados alcancem a meta de gastos em defesa.
Washington deixou claro para a Europa que quer que seus aliados na Otan assumam mais responsabilidade por sua própria defesa, enquanto a atenção dos Estados Unidos se desloca para a China.
Como parte desse processo, o Pentágono já informou aos aliados europeus que está reduzindo a quantidade de ativos globais disponíveis para as operações da Otan.
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