Vários incêndios foram declarados no norte e no centro de Portugal, mobilizando mais de 1.000 bombeiros na tarde desta segunda-feira (27), apoiados por cerca de 20 aviões e helicópteros, informaram os serviços de defesa civil.

Os focos mais ativos foram registrados nas regiões de Santarém (centro), Guarda, Braga e Bragança (norte), e afetam principalmente áreas de matagal, segundo equipes de resgate.

Estes incêndios ocorrem em um momento em que as temperaturas voltaram a subir. Os termômetros poderiam alcançar os 40°C em várias regiões do centro e do sul do território português.

Neste contexto, o risco de incêndio é considerado "máximo ou muito elevado" em quase todo o país, exceto em algumas áreas do litoral, onde segue sendo "elevado ou moderado", segundo o Instituto Português de Mar e Atmosfera (IPMA).

Relativamente pouco afetado nas últimas semanas, Portugal tinha registrado há aproximadamente um mês seus primeiros incêndios importantes do verão, período marcado por uma forte onda de calor.

O mais grave deles, no distrito de Viseu (centro), devastou cerca de 13 mil hectares de vegetação, o que levou Lisboa a pedir ajuda do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Nos últimos dias, Portugal participou dos esforços europeus de combate a incêndios enviando reforços, especialmente para França e Espanha.

Devastado todo verão pelos incêndios florestais, Portugal segue marcado pela lembrança dos incêndios de 2017, que causaram mais de uma centena de mortos.

A península ibérica está particularmente exposta aos efeitos das mudanças climáticas, responsáveis por ondas de calor mais frequentes e secas prolongadas.

Portugal viveu no ano passado seu verão mais quente desde 1931.

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