Autoridades alemãs enfrentam nesta segunda-feira (27) duras críticas por uma suposta omissão judicial, depois que se tornou público que o homem apontado como responsável pelo ataque mortal contra a Parada LGBTQIA+ em Berlim estava em liberdade antes do atentado, apesar de sua radicalização islamista.
Segundo os investigadores, Abdul Ballout, de 21 anos, avançou no sábado com uma van alugada contra uma multidão nas imediações do Parque Tiergarten, em Berlim, antes de atacar várias pessoas com um facão, matando uma mulher e ferindo outras 29.
Após uma intensa busca por toda a cidade, a polícia matou Ballout a tiros na noite de domingo, na região oeste da capital alemã.
Promotores indicaram que o cidadão alemão de origem libanesa era conhecido há muito tempo pela Justiça e tinha antecedentes por lesões corporais, extorsão e roubo.
Também havia viajado ao Líbano em uma tentativa fracassada de se juntar ao grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, mas foi detido e passou três meses na prisão antes de ser repatriado.
Foi condenado em maio por "planejar um grave ato de violência subversiva" e sentenciado a um ano e dez meses de prisão. No entanto, a pena foi suspensa, em parte porque foi considerado o tempo que passou detido no Líbano e em prisão preventiva, além de ter admitido os fatos e assegurado que havia se afastado do EI.
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