O Partido Popular das Baratas, o movimento de jovens indianos cujos protestos levaram à renúncia do ministro da Educação, exigiu nesta segunda-feira (27) que as autoridades libertem todos os manifestantes detidos durante semanas de mobilizações em todo o país.
"Exigimos que todas as pessoas detidas sejam libertadas imediatamente, em qualquer caso até amanhã, e que todas as acusações sejam retiradas", declarou na rede social X um porta-voz do partido, Saurav Das.
"Nossa decisão de suspender os protestos foi tomada unicamente com base nas promessas do governo", acrescentou Das.
A indignação dos estudantes explodiu após as irregularidades que mancharam, em maio, o exame nacional de acesso ao curso de Medicina, que tinha mais de dois milhões de candidatos.
Segundo a imprensa local, a anulação da prova teria provocado o suicídio de quase 20 estudantes.
Além das reivindicações por uma reforma do sistema de ensino, os jovens expressam preocupações com o desemprego e criticam o que consideram uma guinada autoritária do primeiro-ministro Narendra Modi, que está no poder desde 2014.
Após semanas de mobilizações e de um protesto duramente reprimido pela polícia em Nova Délhi, os manifestantes conseguiram no sábado a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, sua principal exigência, e decidiram suspender o movimento.
Segundo o partido, a polícia efetuou várias detenções na capital e em outras regiões do país.
O desfecho da crise foi amplamente interpretado como um revés político para Modi, que construiu uma reputação de governante inflexível.
Sob pressão, o primeiro-ministro anunciou no domingo uma profunda reforma do sistema de exames, com o objetivo de torná-lo mais "confiável e transparente". Além disso, o Conselho de Ministros aprovou um projeto de lei para endurecer as sanções contra quem comete fraude nos exames.
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