Parte dos moradores que receberam ordem para deixar suas casas devido ao incêndio na região de Madri poderão começar a voltar para suas residências nesta segunda-feira (27), apesar das chamas ainda não estarem sob controle, anunciou o governo espanhol. 

O incêndio na província de Ávila, ao oeste de Madri, já é considerado o pior da história do país, com mais de 50.000 hectares devastados.

"É desolador. Cervos mortos, animais desaparecidos. Lá em cima há animais mortos, eu gravei", declarou à AFP Karim Benali, voluntário na província de Ávila.

"É de arrepiar os cabelos, porque isso está assim desde quinta-feira. Nós correndo para salvar o que conseguimos e depois para defender. E não deixam nem a gente passar", lamenta.

O delegado do Governo em Madri, Francisco Martín Aguirre, anunciou a reabertura "assim que houver condições de segurança" do camping de Escorial, perto da capital espanhola, de onde 4.500 pessoas foram retiradas no fim de semana.

Perto do reservatório de Burguillo, em uma estrada recentemente reaberta, era possível observar hectares de terra e vegetação calcinadas, mas com as casas aparentemente intactas e o solo ainda fumegante.

No leste do país, perto de Valência, os bombeiros também combatiam outro importante incêndio, que já afeta mais de 6.000 hectares e forçou a fuga de pelo menos 15.000 pessoas.

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