O ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, anunciou sua renúncia neste sábado (25), marcando o sexto dia de protestos estudantis liderados pelo movimento das "Baratas" contra uma série de irregularidades em exames universitários.
"Entreguei minha carta de renúncia ao primeiro-ministro", declarou Pradhan em uma mensagem publicada na rede social X.
O Partido Popular das Baratas (CJP), que exige mudanças no sistema educacional após vários escândalos envolvendo provas, reagiu imediatamente.
"Viva o poder estudantil!" e "a democracia triunfou", escreveu nas redes sociais o movimento, um grupo surgido na internet que se tornou a voz dos protestos.
"Conseguimos!", celebrou seu fundador, Abhijeet Dipke, no Instagram.
Desde a repressão violenta a uma manifestação estudantil na segunda-feira, milhares de jovens vêm ocupando uma área aberta no centro de Nova Délhi dia e noite, sob a vigilância atenta das forças de segurança.
Além da fraude nas provas, surgiram queixas sobre a dificuldade de encontrar emprego após a graduação, apesar do forte crescimento econômico do país, e sobre os métodos do primeiro-ministro, Narendra Modi, considerados autoritários.
O anúncio da renúncia do ministro ocorre poucas horas antes de uma reunião agendada entre o governo e representantes estudantis.
"Nossas reivindicações permanecem as mesmas: a renúncia de Dharmendra Pradhan, indenização para as vítimas [das provas canceladas] e a retirada das acusações contra os manifestantes", reiterou Ashutosh Rabka, porta-voz das "Baratas", à AFP na manhã de sábado.
Na sexta-feira, o Gabinete aprovou um projeto de emenda à lei que prevê "processos judiciais acelerados e penalidades severas" em casos de irregularidades nos exames.
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