O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não impedirá a extradição do influenciador Andrew Tate e de seu irmão Tristan para o Reino Unido, onde são acusados de crimes sexuais, anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira (23).

Tate, que se considera misógino, e seu irmão mais novo foram presos no sábado em Miami, uma ação que seu advogado denunciou como politicamente motivada.

"Não", respondeu a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, quando questionada se o presidente ou seu governo planejavam intervir no pedido de extradição dos irmãos Tate feito pelo Reino Unido. 

O secretário de Estado, Marco Rubio, já havia declarado que a Casa Branca não tinha intenção de intervir no caso. 

"Não há nenhum papel que possamos desempenhar neste momento, ou talvez nunca, a esse respeito", declarou Rubio nas Filipinas na quarta-feira. 

Os irmãos Tate, fervorosos apoiadores de Trump, tentam evitar a extradição.

Segundo a imprensa americana, Andrew Tate também tentou estabelecer relações com os filhos de Trump, Don Jr. e Barron, no passado.

Os Tate foram detidos depois que a Promotoria britânica anunciou novas acusações de estupro, tráfico sexual e agressão, o que eleva o total para 59 acusações: 42 contra Andrew e 17 contra Tristan. 

Seu advogado declarou na segunda-feira que eles são inocentes e que se oporão à extradição.

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