O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, cuja destituição desencadeou uma semana de protestos e forçou a renúncia do comandante-em-chefe do país, declarou nesta quinta-feira (23) que rejeita as ofertas do presidente, Volodimir Zelensky, para ocupar um novo cargo e que só aceitará retornar ao seu antigo posto. 

"Agradeço ao presidente por todas as opções que me propôs (...), mas só aceitarei o cargo de ministro da Defesa", afirmou Mykhailo Fedorov em um comunicado à imprensa após se reunir com o presidente. 

Fedorov, destituído em 14 de julho, afirmou que só aceitará retornar ao seu antigo cargo, de onde poderá combater a "corrupção", "erradicar uma cultura de mentiras" e "concluir a transformação do exército". 

Fedorov defendeu o uso generalizado de novas tecnologias para aprimorar as capacidades dos drones e reorganizar profundamente as forças armadas, em contraste com as visões mais tradicionais do então comandante-em-chefe, Oleksandr Sirsky. 

O ex-ministro, de 35 anos, era muito popular na Ucrânia e sua saída do governo desencadeou uma onda de protestos que provocou a pior crise política desde o início da invasão russa em 2022.

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