Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (22) a criação de um "marco regulatório claro" para a eventual instalação de reatores nucleares marítimos, como parte dos esforços do governo de Donald Trump para ampliar a geração de energia nuclear.

Embora atualmente não existam projetos comerciais planejados ou aprovados, as chamadas usinas nucleares flutuantes vêm despertando interesse crescente.

A Administração de Minerais Marinhos (MMA, na sigla em inglês), vinculada ao Departamento do Interior, anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a Comissão Reguladora Nuclear (NRC, na sigla em inglês) para avançar na instalação de reatores na Plataforma Continental Exterior, uma área de cerca de 1,295 bilhão de hectares ao longo da costa do país.

Jeremy Bowen, diretor do Escritório de Reatores Avançados da NRC, acrescentou que a criação de "um marco regulatório claro" permitirá que as agências trabalhem em conjunto para garantir "clareza e confiança aos possíveis futuros solicitantes".

Canadá, China, Dinamarca, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos estão desenvolvendo projetos de pequenos reatores nucleares modulares marítimos, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

No entanto, a Rússia opera atualmente a única usina desse tipo, a Akademik Lomonosov, localizada no extremo leste do país.

Grupos ambientalistas reagiram com preocupação ao anúncio de Washington.

"O governo Trump parece ter um suprimento inesgotável de ideias terríveis para prejudicar a vida marinha, e instalar reatores nucleares em antigas plataformas de petróleo enferrujadas é uma das piores", afirmou Nick Katkevich, do Centro para a Diversidade Biológica.

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