A China advertiu, nesta quarta-feira (22), sobre possíveis retaliações contra uma lei francesa destinada a frear o avanço da chamada 'ultra fast fashion', ou moda ultrarrápida, classificando a norma como "discriminatória" e contrária aos princípios comerciais. 

A lei, aprovada pelo Parlamento francês no fim do mês passado e que entrará em vigor em 1º de setembro, aplicará penalidades financeiras a alguns artigos e afeta principalmente grandes plataformas asiáticas de comércio eletrônico, como Shein, Temu e AliExpress. 

Essas empresas de moda ultrarrápida são conhecidas por vender grandes volumes de roupas de baixa qualidade a preços muito baixos, o que também contribui para a poluição da indústria têxtil, uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa. 

Um porta-voz não identificado do Ministério do Comércio de Pequim afirmou que a lei, "sob o pretexto de estabelecer os chamados padrões de 'proteção ambiental' e 'sustentabilidade', na realidade implementa medidas excludentes". 

A norma poderia violar o princípio de não discriminação da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo o porta-voz, e "constitui uma barreira comercial contra a China". 

As sanções francesas, que entrarão em vigor em 1º de setembro, serão aplicadas a determinados produtos têxteis e aumentarão com o tempo. 

A nova lei também proibirá a publicidade de marcas de roupas baratas produzidas em massa, incluindo a de influenciadores nas redes sociais. 

O ministro do Comércio francês, Serge Papin, declarou no mês passado que as três empresas asiáticas eram os principais alvos da lei, às quais acusou de impulsionar o boom da moda ultrarrápida.

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