O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu nesta terça-feira (21) ao seu homólogo americano, Donald Trump, que "siga apoiando" o exército libanês, após a entrada em vigor de um acordo com Israel mediado por Washington.

Durante uma reunião na Casa Branca, Aoun alertou que, sem o apoio dos Estados Unidos, o sul do Líbano poderia reviver o caos da década de 1970.

"Não queremos ver isso acontecer de novo. Tudo o que pedimos é que siga apoiando as FAL (Forças Armadas Libanesas)", acrescentou.

O Líbano está sob pressão para demonstrar que pode e irá desarmar o Hezbollah, uma condição imposta por Israel como pré-requisito para o fim da ocupação do sul do país.

As chamadas "zonas-piloto", onde o exército libanês se posiciona sob o acordo com Israel, estão localizadas nos arredores do território que as forças israelenses invadiram depois que o Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio, no início de março.

O exército libanês afirmou, nesta terça-feira, que havia começado a se deslocar para uma das três zonas-piloto, a vila de Zautar al-Gharbiya.

No entanto, poucas horas depois, acusou as forças israelenses de dispararem "perto de suas tropas", acrescentando que essa "agressão" "prejudicará a implementação do destacamento nas zonas-piloto" estipulado no acordo, segundo um comunicado.

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