O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou, nesta terça-feira (21), que está "avaliando todas as opções" para responder ao aumento de 50% das tarifas sobre vários produtos canadenses, anunciado na véspera pelo presidente americano, Donald Trump.

"O Canadá fará o que for necessário para apoiar seus trabalhadores e seus empregos", disse Carney à imprensa depois de falar com o presidente americano pela manhã.

"Acordamos intensificar nossas negociações nas próximas duas semanas", antecipou o primeiro-ministro canadense, que não contempla por enquanto ir a Washington. 

Estas novas tarifas, que serão aplicadas dentro de um mês a produtos tão diversos como vinho, tacos de hóquei e até mesmo cimento, incluirão os bens que entrarem nos Estados Unidos no âmbito do acordo de livre comércio da América do Norte (T-MEC), que os dois países mantêm com o México.

Este acordo, vital para o Canadá, também deverá ser objeto de negociações depois que Washington anunciou, em 1º de julho, que não o renovaria, submetendo-o, assim, a uma revisão anual e a uma prorrogação ano a ano.

"Nosso principal objetivo segue sendo conseguir um acordo global", afirmou o primeiro-ministro liberal. 

A oposição conservadora, por sua vez, critica a ação do governo Carney, orientada à conclusão de novas alianças internacionais, e pede que os recursos naturais do vasto território canadense sejam aproveitados em resposta à guerra comercial com os Estados Unidos.

Os EUA vão anunciar novas tarifas aduaneiras para cerca de 60 países nos próximos dias, antecipou, nesta terça-feira, o representante para o Comércio (USTR), Jamieson Greer, durante entrevista com a CNBC.

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