A Justiça britânica manteve, nesta terça-feira (21), em prisão preventiva o suspeito de ter matado a ex-deputada Ann Widdecombe, figura da direita conservadora, que recebeu 21 golpes de martelo na cabeça em sua residência no sudoeste da Inglaterra.

O assassinato desta mulher de 78 anos, porta-voz do partido anti-imigração Reform UK, reacendeu as preocupações sobre a segurança dos políticos, dez anos após o assassinato da deputada trabalhista Jo Cox.

Joshua Kerry, um britânico de 28 anos, morador de Rotherham (norte da Inglaterra), a quase 480 quilômetros do lugar onde Widdecombe morava, compareceu nesta terça-feira a dois tribunais de Londres.

Os tribunais marcaram provisoriamente a data do julgamento para 8 de junho de 2027.

O suspeito foi detido em 11 de julho, dois dias depois da descoberta do corpo de Widdecombe em sua casa de Haytor, no condado de Devon, dentro do Dartmoor National Park (sudoeste da Inglaterra).

As forças de segurança descartaram, inicialmente, uma motivação política, mas depois a polícia antiterrorista anunciou que assumiria a investigação e que se tratou de "um ataque seletivo".

O chefe da polícia antiterrorista, Laurence Taylor, indicou na segunda-feira (20) que os investigadores tentam determinar se existia "uma possível motivação política".

A ex-deputada conservadora estava almoçando quando o suspeito supostamente entrou em sua casa para atacá-la.

O suposto assassino é acusado de, em seguida, roubar a carteira da bolsa da vítima antes de fugir de carro. 

Segundo os elementos apresentados perante o tribunal, o assassino permaneceu, ao todo, por apenas dois minutos na propriedade.

O jardineiro de Widdecombe foi quem descobriu o corpo da política assassinada, na cozinha de sua casa.

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