A equipe do presidente eleito da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, denunciou nesta segunda-feira (20) um suposto "plano criminoso" de grupos guerrilheiros "para atentar contra sua vida", a poucas semanas de sua posse.

O advogado milionário de 47 anos, que assumirá o cargo em 7 de agosto, promete adotar uma política linha-dura contra os grupos armados ilegais e desmantelar os diálogos de paz mantidos pelo presidente de esquerda Gustavo Petro com diversas organizações criminosas.

A equipe de segurança de De la Espriella recebeu nesta segunda-feira "informações de inteligência que alertam para um possível plano criminoso para atentar contra sua vida" durante as reuniões de transição de governo que antecedem sua posse, afirma um comunicado divulgado por sua equipe de campanha.

Segundo a nota, o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as dissidências das extintas Farc, que se afastaram do histórico acordo de paz de 2016, ofereceram cerca de um milhão de dólares "para executar um atentado contra o presidente eleito".

As informações recebidas por sua equipe também apontam para "possíveis tentativas de infiltração" de integrantes de organizações criminosas em coletivas de imprensa e eventos públicos do presidente eleito.

De la Espriella, no entanto, "não suspenderá sua agenda", afirma o comunicado, que solicita às autoridades a abertura de uma investigação "para determinar a origem dessa ameaça".

A Colômbia atravessa sua pior onda de violência da última década, marcada por frequentes atentados promovidos por guerrilhas, massacres e extorsões. Em um comício realizado no ano passado, foi assassinado o pré-candidato presidencial de direita Miguel Uribe Turbay.

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